Bom, como não quero cometer nenhum spoiler, será um pouco difícil comentar a série, mas vamos lá. Quem ainda não assistiu, corra, pois se há uma série que merece ser conferida, ela é LOST.
LOST - *****
Há 6 anos, víamos a imagem de um olho se abrindo, e nos revelando a um confuso e assustado Dr. Jack Sheppard. Pois ontem, 6 anos depois, a sua história se encerrou, e, junto com ela, uma das séries mais bem sucedidas da televisão.
Ela se inicia mostrando a queda do vôo Oceanic 815 em uma ilha do pacífico. Perdidos, os sobreviventes buscavam se organizar e esperar por ajuda, e as ações tomadas por estes personagens encontravam eco nos flashbacks mostrados pela série. Durante toda a primeira temporada, nos perguntamos se aqueles indivíduos iriam sair da ilha, mas certos mistérios começavam a sugerir que, ao invés de apenas um drama centrado em pessoas afastadas da sociedade, estava uma história maior, e que um propósito ainda incompreendido estava por trás a guiar todas as peças do tabuleiro.
E foi essa coragem de mudar as regras do jogo que fez de LOST o fenômeno que presenciamos. A cada temporada, a própria estrutura da série era alterada, e o que começou com um olhar sobre pessoas numa ilha e seus flashbacks se tornava uma história que se modificava a cada instante. Aos poucos, as peças do jogo eram movidas e uma parte do quadro geral traçado pelos homens por trás da cortina eram expostos.
E, se os mistérios da série e sua mitologia eram extremamente ricas, o que cativava mesmo são os seus personagens. Acompanhamos um paraplégico de fé inabalável que não aceita sua condição, uma fugitiva que tomou ações impensadas, um torturador iraquiano, um doutor com complexo de deus... E foram através destes 6 anos que testemunhamos o crescimento de cada um deles, em sua busca para se tornarem pessoas melhores. E é isso o que realmente importa em LOST: não é a resposta aos mistérios que a série apresentava que a fazia ser assistida, mas sim a empatia com estas pessoas, tão reais quanto qualquer outra, e a jornada que elas percorreram até o seu final.
E nisto os produtores Carlton Cuse e Damon Lindelof se saíram admiravelmente bem. Tendo carta branca para, desde a 3ª temporada, encerrar a série em seu 6º ano, eles nos conduziram com maestria até que todas as peças estivessem em seu lugar, nos preparando para o desfecho sensacional de ontem. Sim, muitos questionarão o final, muitos não entenderão seu significado, mas LOST se vai cumprindo exatamente aquilo que prometera: do início ao fim, uma história cativante, emocionante e extremamente bela.
Nunca mais escutaremos a frase "Previously on LOST...". Mas este não é um sentimento de que algo ficou pra trás, mas sim de que deixará muita saudade. Namaste!
segunda-feira, 24 de maio de 2010
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