sábado, 2 de novembro de 2013

Rocky Balboa

Rocky Balboa


Não tem jeito. Sempre choro como um bebê ao final de Rocky Balboa. Não tem como não se emocionar com o encerramento da jornada de um homem que, mesmo não existindo, se tornou um modelo que inspirou dezenas de desconhecidos a repetir o gesto já icônico no topo das escadarias do museu de arte da Filadélfia ao som de Gonna Fly Now.

E Sylvester Stallone contribui imensamente para esta identificação, ao criar um homem que, honesto, correto e simplório (ele dizer que perdeu a esposa para um “câncer de mulher” é fantástico), encara o brutal esporte que abraçou como profissão como algo nada mais do que isso: a única maneira que ele conhecia para ganhar um dinheiro honesto. E Stallone indica muitíssimo bem as décadas de luta de Rocky em sua expressão corporal, sempre com os punhos cerrados e jogando os ombros pra trás, como se estivesse constantemente em uma luta. Seu grande carisma e jeito bondoso criam uma composição que contrasta com o tamanho do boxeador, numa performance que comprova que, quando quer, Stallone É um grande ator.

Infelizmente o Stallone diretor tropeça ocasionalmente (como a fraca decisão de fotografar momentos da luta final em preto-e-branco), mas mesmo assim cria uma atmosfera melancólica e de fechamento, que encerra de maneira perfeita a trajetória de seu personagem principal, permitindo que ele “libere a besta no porão” e, assim, fique em paz com suas escolhas e sua vida.


Obrigado por tudo Rocky, inclusive por nos mostrar que, na vida, não importa o quão forte você bata. Mas sim, o quanto você apanha e mesmo assim continua indo em frente. 5/5

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